Autor

Léo

Nascido no Rio de Janeiro, Leonardo Düchting de Abreu e Lima, Léo, como gosta de ser chamado, foi para o Rio só para nascer. Chegou a Brasília com menos de um ano de idade onde fez grandes amigos, embora fosse visitar seus avós no Rio todas as férias em sua infância e juventude. Seu coração ama as duas cidades, orgulha-se de ser carioca e orgulha-se de ser candango.

Sua paixão pelo desenho começou cedo, desde os três anos ele fazia seus primeiros rabiscos. Sua família teve papel fundamental em sua formação, mostrando admiração e respeito pelo que era produzido. Sempre teve total liberdade, não se lembra de ninguém da família lhe dizendo o que desenhar, e seus desenhos eram admirados e expostos com orgulho por sua mãe, que manteve pastas e pastas com seus trabalhos. O que contribuiu muito para seu espírito criativo.

Como não gostava muito de ler, seus pais passaram a comprar histórias em quadrinhos em uma tentativa de incentivá-lo a adquirir tal hábito, que se tornaria muito importante para seu futuro, aproveitando um talento que ele gostava de exercitar e unindo ao prazer da leitura. Deu certo. Da preferência por histórias com poucos balões aos livros sem uma única imagem passaram-se alguns anos, mas foi uma forma fácil e de bons resultados para incentivar uma criança a ler.

Começou a ter contato com a tecnologia aos 12 anos, quando ganhou seu primeiro computador. A partir daí, passou a estudar computação, primeiro por conta própria, através dos manuais do seu MSX e de revistas que traziam listagens de programas, normalmente em "BASIC". Fez alguns cursos de programação e finalmente, optou por fazer uma faculdade de informática, na Universidade Católica de Brasília, onde se formou.

Atualmente é analista de sistemas trabalhando como desenvolvedor de softwares e mantém este sítio em seu tempo livre. Mas com certeza, se pudesse ganhar a vida desenhando e escrevendo a programação seria o hobby.

Candango

Na minha infância e adolescência, quem nascia em Brasília era comumente chamado de candango e se orgulhava disso. De uns tempos pra cá, as pessoas começaram a achar o termo depreciativo. "Sou brasiliense." respondem elas quando chamadas de candangas.

Candango, originalmente não significa quem nasce em Brasília, mas sim, as pessoas que vieram para cá construir a cidade. Eram em sua maioria pedreiros, marceneiros etc.

No entanto, Brasília, como qualquer outra cidade, nunca foi construída, mas está sendo construída, constantemente, por cada um de seus habitantes. Por isso, se tivesse nascido nesta cidade, quando as pessoas me perguntassem se sou brasiliense, responderia com orgulho: "Sou candango"